Há 78 anos, faleceu em Lisboa Bento de Jesus Caraça.
Recordamos aqui esse dia 25 de junho de 1948, enaltecendo a Obra e o exemplo de Vida que nos legou. Seriamente abalado pela doença cardíaca, a sua morte foi provocada também pelo sofrimento decorrente das perseguições de que foi vítima, afastado da Universidade, preso, interrogado insistentemente pela polícia política. E, no entanto, desse regime ditatirial nada se sobrepõe à memória do Homem e do Cidadão, que hoje respeitamos e continua a constituir uma luz contra o obscurantismo, pela inteligência e, como assinalou António da Costa Lobo Vilela, pelo apostolado cívico e pedagógico que, "descendo da cátedra, que tanto honrava, para fazer cursos livres, conferências e dirigir uma Biblioteca de cultura popular." O seu percurso singular atravessou a mediocridade imposta pela ditadura e continua hoje a abrir-nos um caminho de confiança na Humanidade e no seu labor e luta por um mundo melhor.