Afinal, o comércio do petróleo parece condicionado pelos estreitos. E não é de agora. Quer o estreito de Malaca, quer o estreito de Ormuz, já se revelavam fundamentais no comércio mundial do século XVI, ainda sem petróleo. Que o diga a visão estratégica de Afonso de Albuquerque. O estreito de Malaca é atravessado por mais de 100 000 embarcações por ano. Um quinto do petróleo consumido em todo o mundo passa pelo estreito de Ormuz, assim como 20% do gás natural liquefeito.
O que está em disputa?

Prof. Eng. Amílcar Soares
Professor Catedrático Jubilado no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, foi Professor Visitante em instituições nos Emirados Árabes Unidos, na Austrália e no Brasil. Ao longo de mais de quatro décadas, contribuiu para o desenvolvimento da geoestatística moderna e da ciência de dados espaciais nos domínios das ciências da Terra, dos estudos ambientais e dos recursos energéticos.
No Técnico, liderou a criação de um novo centro de investigação, o CMRP – Centro de Modelação de Reservatórios Petrolíferos e foi também cofundador da ROADS, a Rede de Observação e Análise da Desertificação e da Seca, participando na fusão de centros de investigação em geociências, de que resultou a criação do CERENA – Centro de Recursos Naturais e Ambiente.